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Uma porta para um quarto escuro Antonio Cestaro

Uma porta para um quarto escuro

Antonio Cestaro

Published September 2012
ISBN :
Hardcover
88 pages
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 About the Book 

O autor desta coletânea de crônicas, Antonio Cestaro (1965), é o empresário por trás da Editora Alaúde, que fundou em 2002, e hoje está consolidada como uma das principais editoras de médio porte no país. Em seu catálogo figura de tudo um pouco: os excelentes livros sobre culinária e saúde vegetariana que todos temos em casa, como Festa Vegetariana, A Cozinha Vegetariana de Astrid Pfeiffer (que, aliás, é um livro premiado) e Lugar de Médico é na Cozinha- também estão lá os fascículos de A História da Motocicleta, que vem com miniaturas de Harleys que hoje enfeitam uma prateleira do escritório de meu marido- além de livros de auto-ajuda sofisticada, como os que já resenhei para cá, o Pra Que Ter Razão Se Eu Posso Ser Feliz? e O Cérebro de Buda. Ou seja, a Alaúde cresce, meu amigo, deve estar faturando acima dos 10 milhões de reais neste ano.Quando o dinheiro jorra, alguns luxos podem ser cometidos, como este livro, Uma Porta para um Quarto Escuro, que tem capa dura com verniz e alto-relevo, miolo em páginas pretas Eurobulk 135g, ilustrações coloridas e foi impresso pela gráfica que comprou 25% da editora em 2010, a Ipsis. Se o livro não fosse do próprio dono da Alaúde, eu teria ficado mais feliz, porque há muito escritor com milhares de fãs que não recebe o privilégio de uma edição tão caprichada por parte alguma no mercado brasileiro. Recebê-lo em mãos me deixou imediatamente desconfiada: no release que o acompanhou, nem uma menção de que o autor é o próprio dono do selo Tordesilhas-Alaúde. Por quê? Será que querem que o livro seja avaliado sem que essas informações se interponham na leitura?Mas vamos ao livro. Ele contém 30 crônicas curtinhas. Você lê o livro em 40 minutos, se muito. As ilustrações, que foram feitas pela filha de Antonio, uma estudante de design da ESPM, são bonitinhas, mas infantis, e frequentemente destoam da temática das crônicas, que querem falar sobre a passagem do tempo. Se o traço fosse dos ilustradores do Vida Breve, acho que emprestariam mais contundência ao volume. É inevitável ler o livro desconfiando. Mas, se esse tiver sido o objetivo da obra – afinal, quem abre a porta de um quarto escuro sem receio? – palmas ao autor. De qualquer forma, o epílogo do livro é seu melhor adjetivo. Nele, o escritor diz que seus textos são “despojos das limpezas periódicas no quarto escuro da minha memória”.Termine de ler a resenha em:http://asmelhorespartes.blogspot.com....